terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Janeiro

Caminho tal como um pé rapado.
Vazio, sujo e machucado.
Tenho medo, ah se tenho medo.
E o sossego? Esse é meu desejo.

Passo o dia todo e vejo ir embora.
Sorrio, como se fosse agora.
Creio, grito, sofro e esperneio.
Vejo, como água no meu devaneio.

Quem é que me faz cair?
Quem sabe se o meu desejo é rir?
E o sossego, desejar-me faz?
Por que isso, se eu nem corro atrás?

Simples, dirá qualquer:
É a sua virtude que o faz capaz.
E o seu medo que o faz querer,
Que sua coragem não o peça pra fazer.

2 comentários:

  1. Muito bom o poema. Foi você mesmo quem fez?

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  2. Muito bom mesmo. Foi você quem fez? Abraços.

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